sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Enfim a aposentadoria


Colegas e amigos,
Estou me desligando do Programa de Pós-Graduação em Comunicação - PPGC/UFPB  e agora assumo definitivamente e de fato a minha aposentadoria na UFPB, sim na UFPB, onde mesmo aposentado permaneci, por mais de três anos, como professor colaborador do PPGC.


De qualquer forma, não vou ficar de pijama sentado na cadeira esperando o tempo passar, continuarei atuando nas minhas pesquisas no campo da folkcomunicação e das culturas populares/folclore, dedicando mais tempo às publicações no meu "FolkMídia" sem me afastar dos eventos científicos e culturais e, com a colaboração dos associados, tentar a reativação da Comissão Paraibana de Folclore.


Agradeço a todos o apoio que sempre recebi nas minhas atividades profissionais nesses longos anos de convivência como professor e pesquisador, que muito contribuiu para o meu amadurecimento intelectual.
Cordial abraço do agora Professor Associado Aposentado da UFPB.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Patos comemora 110 anos de cidade

Hoje acordei com uma saudade danada da minha querida Patos, que chega aos 110 anos de elevação à categoria de cidade, como um importante polo de desenvolvimento do Estado e como sede Geoadmistrativa da 6ª Região que converge mais de 22 municípios. Patos, com seus mais de 100 mil habitantes é, também, um centro de referência de ensino médio e universitário, mas que ainda sente a falta de um museu e um teatro que dignifique a produção e divulgação artística da cidade e até mesmo da região.
Entravam prefeitos e saiam prefeitos, promessas e mais promessas eram feitas e a cidade ia ficando adulta e omissa em relação ao seu desenvolvimento cultural. Não podemos compreender desenvolvimento socioeconômico e educacional fora do contexto do desenvolvimento cultural. Ou seja, educação e cultura são coisas indissociáveis, estão imbricadas uma na outra.
Acordei sim, com uma saudade danada e por não estar lá para ser testemunha ocular da assinatura da Ordem de Serviço para a construção do Teatro Municipal Governador Ernani Satyro. São 110 anos de elevação à cidade e foi na casa da Rua Pedro Firmino de número 110, bem em frente ao Cine Teatro Eldorado, que nasci e passei um boa parte da minha vida, assistindo e dando a minha contribuição, mesmo que pequena, ao desenvolvimento cultural da minha querida Patos das Espinharas. Foi no Eldorado que com o Teatro Amador de Patos, e a colaboração e grande incentivo do “seu” Agripino Cavalcanti, encenamos várias peças como "Canudos", “Auto da compadecida”, “Cuidado senão eu conto”, “Morte e vida Severina”, entre outras.

Parabéns prefeita Francisca Motta por importante atitude. O seu nome ficará na história da cidade por muitas gerações e por corrigir essa lacuna na área cultural.            

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Festa dos Tabuleiros em Tomar: uma celebração ao Divino Espírito Santo

A Festa dos Tabuleiros em Tomar (Portugal), que acontece de quatro em quatro anos, é uma das maiores manifestações religiosas ao Divino Espírito Santo, em toda a Península Ibérica. A última festa aconteceu de 2 a 11 de julho de 2011 e eu estava lá para acompanhar e registrar os grandes momentos. Realmente impressiona o envolvimento da comunidade e da cidade na organização e realização da festa sagrada e profana.

Tomar é uma das mais antigas cidades de Portugal, nasceu próximo ao rio Nabão, pertence ao Distrito de Santarém, sua fundação não tem uma data exata, porém há registro que os primeiros edifícios foram erguidos por volta de 1160. A cidade se desenvolveu no entorno do Castelo Templário e do Convento de Cristo. Destacam-se ainda, como monumentos importantes, as igrejas de São João Batista, de Santa Maria dos Olivais, a de Santa Iria e o aqueduto, entre outros.
A cidade de Tomar, distante 117 quilômetros de Lisboa, 68 de Santarém e 21 de Fátima, com fácil acesso de automóvel, de ônibus ou de trem, está no roteiro turístico do patrimônio mundial, no caminho dos tesouros dos Templários, da demanda do Graal e da Fé. É nesses cenários entre ruas, praças e pontes antigas que acontece a Festa dos Tabuleiros.  
O homem comemora há centenas de anos os seus ritos de passagem e relembra as suas datas festivas sagradas, profanas e de agradecimento aos deuses pagãos. Essas evoluções e evocações chegam até os dias atuais já incorporadas aos nossos calendários de tradição religiosa e festiva do catolicismo popular, que se espalharam por toda a Península Ibérica e chegam ao Brasil com os colonizadores portugueses.
Ao longo do tempo essas práticas sempre fizeram parte dos processos das transformações culturais e religiosas da sociedade humana e das suas relações simbólicas, dando origem aos diversos protagonistas e suas performances nos festejos populares.
As festas populares tradicionais são acontecimentos identificadores dos fatos locais, são celebrações simbólicas das diversas relações sociais vivenciadas por uma comunidade nos territórios sagrados e profanos. É nas observações e nas interpretações das festas populares que se descobre os códigos, as regras e os estatutos construtores do ensinar e aprender as diversidades da cultura, consequentemente, o desenvolvimento da identidade de um povo. 

As festas populares rurais e urbanas passaram e continuam passando por importantes transformações culturais nos diferentes momentos da história da sociedade humana, num passado mais remoto, com a instituição da quaresma, depois com as navegações e os grandes descobrimentos de novas terras. 
Ou seja, o mundo está constantemente criando, reinventando novos significados culturais através das festas sagradas e profanas, agora inseridas cada vez mais no contexto da sociedade midiatizada. 
Sem dúvida as festas populares não poderiam ficar fora desse novo contexto de produção e consumo de bens culturais locais e globais da sociedade contemporânea.
As manifestações culturais tradicionais dos ciclos: natalino, carnavalesco, pascal e junino, entre tantas outras festas populares, são “afetadas” cada vez mais pelos interesses da indústria cultural. Mas, mesmo assim, continuam mantendo suas tradições e vivendo experiências novas, como sempre foi nos diferentes tempos históricos e culturais. 
São as imbricações dos ritos e rituais tradicionais e contemporâneos celebrados nos interiores das festas populares que temperam os vínculos sociais, as vinculações culturais e as conversações com os outros de fora, assim como o turismo e a mídia. São esses movimentos que vão constituindo as identidades e os estatutos de convivência e conveniência cultural do local com a cultura global. 
A Festa dos Tabuleiros, uma antiga celebração ao Divino Espírito Santo na sua forma mais tradicional acontece deste o século XII, tem suas origens nas tradições das festas pagãs aos deuses da natureza, possivelmente nas festas das colheitas para a deusa Ceres e depois cristianizada pela Rainha Santa D. Isabel de Portugal. 
O grande momento da festa acontecia no Domingo de Pentecostes, quando ricos e pobres celebravam o dia da igualdade de todos perante Deus, era uma comemoração de ação de graças e de oferendas. Ao longo do tempo a festa foi ganhando novos significados, outras características e, na atualidade, é um megaevento, um grande espetáculo midiático e turístico. 
Mas, mesmo assim, na sua estrutura, na sua organização existem traços fortes das tradições mais remotas, dos significados que cada cerimônia simboliza em homenagem ao Divino Espirito Santo.
O período mais intenso da festa é no mês de julho, mas o início das festividades acontece com o desfile das Coroas e Pendões do Espírito Santo no Domingo de Páscoa pelas ruas onde o Cortejo dos Tabuleiros passará na época da festa propriamente dita e já com as ruas tradicionalmente ornamentadas.  
O desfile ou procissão dos tabuleiros, conduzidos por rapazes e moças, é o momento alto da festa, aguardado com grande expectativa pela população da cidade e de inúmeros turistas. São cerca de 600 tabuleiros, representando as diversas freguesias, ornamentados com pães, fitas e flores que dão um colorido especial e no topo uma coroa com a pomba símbolo do Espírito Santo ou a Cruz da Ordem do Templo.
Chama atenção é que o tabuleiro deve ter o tamanho da moça que o conduz na cabeça durante todo o desfile de aproximadamente 5 quilômetros, acompanhada por um rapaz “o ajudante” que a auxilia  na condução do tabuleiro. 
O início do cortejo é anunciado pelo pipocar dos fogos e a música das filarmônicas e dos gaiteiros.
Vale a pena conhecer a cidade histórica de Tomar em qualquer época, mas na Festa dos Tabuleiros a cidade ganha um colorido todo especial, as ruas enfeitadas, músicas tradicionais e contemporâneas enchem seus espaços de alegria, a sua rica gastronomia regada com bom vinho e azeite e o afeto dos seus habitantes encantam a todos que a visitam. 
Com este artigo estou apenas fazendo um rápido registro de uma das manifestações do catolicismo popular ao Divino Espírito Santo mais impressionante que já observei até hoje.





Fotos do autor.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Nordestinos, o Brasil em busca de soluções


Vale a pena ver de novo?

O Jornal Nacional da Rede Globo no dia 21 de novembro exibiu mais uma reportagem da série JN no Ar com o repórter Pedro Bassan mostrando os efeitos da seca em diferentes cidades do Nordeste. E qual era a novidade da reportagem. A distribuição de água por carros- pipa? A mortandade dos animais vítimas da sede e fome? A fuga do sertanejo sofrido para outras regiões? A falta de decisões políticas? Qual era mesmo a novidade? Nada disso é novidade, são coisas que acontecem há muitos anos e todas as vezes que o semiárido é atingido por mais um período de seca tudo isso volta à tona. A seca se repete regularmente no Nordeste e quase nada muda. A única novidade na reportagem é a qualidade das imagens que atualmente são exibidas em HD. 
Fonte: Relatório "Nordestinos", Rede Globo/1984
Em 1984, há 28 anos, a Rede Globo primeiro lançou uma campanha Nordestinos, Urgente, que tinha como objetivo a arrecadação de alimentos e água para matar a fome e a sede dos que estavam sofrendo com mais um longo período de seca. Foi uma comoção nacional e toneladas de donativos chegavam ao Nordeste para minimizar, mesmo que temporariamente, a fome e a sede dos nordestinos pobres do semiárido. A equipe responsável pela campanha Nordestinos, Urgente ao avaliar os resultados da mobilização nacional de doações, verifica que são efêmeros, emocionais, assistencialistas e nada mudaria a curto ou longo prazo a situação na região. Ou seja, o problema no Nordeste não seria resolvido apenas com doações de alimentos e água temporariamente, ou com subsídios, com obras emergenciais ou até mesmo com esmolas.

No mesmo ano a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil publica um documento denunciando a miséria, as ameaças constantes de genocídio do povo nordestino, a inoperância das autoridades e dos programas oficiais.
Frente à situação pela qual passava o Nordeste em 1984 a Rede Globo de Televisão lançou o projeto Nordestinos: O Brasil em busca de soluções. E teve o apoio de 11 universidades nordestinas na sua execução. Nessa época eu fazia mestrado em Administração Rural e Comunicação Rural na Universidade Federal Rural de Pernambuco/UFRPE, um das universidades envolvidas no projeto e como aluno fiquei interessado em acompanhar a mobilização liderada pela Rede Globo de Televisão. O projeto teve o seu lançamento em cadeia nacional com o pronunciamento do Arcebispo do Rio de Janeiro Dom Eugênio Sales, nordestino do Rio Grande do Norte, que conhecia os problemas do semiárido. Foram 50 dias de atividades no campo com a participação de professores, pesquisadores e técnicos, das universidades conveniadas, que percorreram 7.700 quilômetros coletando informações sobre os efeitos da seca em oito estados e vários municípios do semiárido. 
Fonte: Relatório "Nordestinos", Rede Globo/1984
O trabalho de campo teve como objetivo coletar testemunhos, opiniões e informações de autoridades e especialmente do povo, mais de seis mil pessoas contaram suas histórias sobre a miséria, a fome e o abandono do semiárido pelas autoridades, sobre as questões da terra e as relações de trabalho, sobre as famigeradas frentes de emergências, sobre o uso da água, das novas tecnologias e dos agrotóxicos, sobre as questões da comercialização e cooperativismo, sobre o crédito agrícola, sobre a educação, a saúde, a nutrição e sobre tantos outros problemas. 
O relatório do projeto Nordestinos: o Brasil em busca de soluções, lá nas suas conclusões afirma:
A população sertaneja está cansada de promessas e frustrações  Quando se fala em falta de decisão política para resolver os problemas urgentes dos sertões, estranha-se. Afinal de contas, nos últimos anos, o Nordeste tem tido um peso politico considerável dentro do partido governista e seus representantes têm ocupado cargos importantes. A Prova dos Nove foi feita: não basta ter representação política formal: é preciso a mobilidade de todos. Sem mobilização democrática não haverá transformação social. Esta é a política que os sertões precisam: participação e cidadania (Projeto Nordestinos: o Brasil em busca de soluções. Relatório de Viagem ao Sertão. Rede Globo, 1984, p. 26). 
   
Nessa nova série de reportagens sobre o Nordeste o Jornal Nacional (TV Globo), agora no dia 26 de novembro, mostrou ao Brasil o desperdício de recursos públicos na tão esperada obra de transposição do Rio São Francisco. O que estamos assistindo no Jornal Nacional é um retorno ao passado e que não é simulacro, não se trata de ficção é a pura realidade. O documento então publicado, há 28 anos atrás, pela Rede Globo e as 11 universidades nordestinas continua atual e os debates sobre os problemas no Nordeste e especialmente no semiárido se repetem. Ou seja, passaram os anos e quase nado mudou e a nossa esperança está na nossa fé, como enfatizou a ministra do Planejamento Miriam Belchior (...) que as pessoas não percam a confiança. Aquele pessoal tem fé. E o que eu posso dizer pra eles é que a água vai chegar, sim, em 2015.
 Ah! Bom, então tá, com fé esperamos.
Agora que se aproxima o fim de 2012, vale a pena ver de novo tudo que o JN nos mostra em rede nacional, a pior seca dos últimos 30 anos. Plimplim!!!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Os 249 anos da Romaria da Penha

Nos últimos anos venho estudando diferentes festas tradicionais populares brasileiras, religiosas e profanas, no contexto da sociedade midiática e da folkcomunicação com o objetivo de compreender os novos significados dessas celebrações na atualidade.
Há centenas de anos o homem comemora os seus ritos de passagem, relembra as suas datas festivas, sagradas e profanas. Essas evoluções e evocações chegam até os dias atuais incorporadas aos nossos calendários de tradição religiosa e festiva do catolicismo popular no Brasil e especialmente no Nordeste. Ao longo do tempo essas práticas sempre fizeram parte dos processos das transformações culturais e religiosas da sociedade humana, das suas relações simbólicas entre a realidade, a ficção e o lúdico, dando origem aos diversos protagonistas e suas performances nos festejos populares.
As festas populares tradicionais são acontecimentos identificadores dos fatos locais, são celebrações das diversas relações sociais vivenciadas pela comunidade nos territórios sagrados e profanos. O ser humano é um realizador de festas, portanto, a festa é parte essencial para as relações sociais e é através das festas que se divulgam e organizam as suas culturas e as suas memórias. É nas observações e nas interpretações das festas populares que se descobre os códigos, as regras e os estatutos construtores do ensinar e aprender as diversidades da cultura brasileira, consequentemente, o desenvolvimento da identidade de um povo. As festas populares passaram e ainda passam por importantes transformações culturais nos diferentes momentos da história da sociedade. Num passado mais remoto com a instituição da quaresma, depois com as navegações e os grandes descobrimentos de novas terras e na contemporaneidade com a globalização cultural proporcionada pelas novas tecnologias da comunicação, dos negócios do turismo e dos acontecimentos midiáticos.
Neste final de semana acontece uma das mais importantes festas populares tradicionais da Paraíba, a Festa da Penha com os seus 249 anos de história e devoção demonstrada pelos mais de 300 mil fiéis, conforme estimativa da Policia Militar, que em romaria saem da Igreja de Nossa Senhora de Lourdes na noite do sábado (24), num percurso aproximadamente de 12 quilômetros, rumo ao Santuário de Nossa Senhora da Penha, localizado na praia do mesmo nome, e chegada prevista na madrugada do domingo. São inúmeros os devotos que caminham rumo ao santuário levando as suas oferendas para depositarem na Sala dos Milagres em agradecimento a Nossa Senhora da Penha pela graça alcançada. Ou seja, entregam o ex-voto que é a materialização da promessa cuja graça foi alcançada. O ex-voto significa o agradecimento do fiel a um Santo ou Santa pela cura de doenças, de vícios, pelo casamento, por conseguir emprego, ter passado de ano nos seus estudos, por adquirir uma casa, um carro ou uma moto e tantas outras coisas.
Enfim, o pagamento de promessa é uma manifestação de caráter religioso vinculada a uma atividade extraordinária daquilo que foge às práticas da vida cotidiana, materializando os pedidos através de representações em artefatos de cerâmica, de gesso, de parafina, ou em formas de cartas, bilhetes, fotografias, pinturas, desenhos, e  orações publicadas nos jornais e outras diversidades de manifestações artísticas culturais.
O pagamento de promessas através de ex-votos é uma prática universal cujas origens se perderam no tempo, porém, sabe-se que os povos do Mediterrâneo 3000 anos a.C. já ofertavam objetos e animais às divindades como forma de agradecimento por uma graça alcançada. Portanto, o ex-voto depositado em algum lugar considerado sagrado pelo devoto é uma forma prática de pagamento de uma graça alcançada, mas cada expressão, cada conteúdo transportado em cada uma de suas formas antropomorfas (representações do corpo humano ou de parte dele), zoomorfas (as representações de animais ou parte deles) e outras formas de representações (de pessoas ou coisas através de fitas, velas, vestuários, mechas de cabelo, peças utilitárias de uso doméstico, aparelhos ortopédicos, fotografias, cartas, publicações em jornais) são fontes de informação da cultura de um povo que deve ser estudado para uma melhor compreensão das superações de diferentes dificuldades por que passa determinada comunidade. Os ex-votos são indicadores que certos problemas foram solucionados ou desejos realizados, como a cura de uma doença, a aquisição de casa ou de outro bem como carro, moto e tantos outros. 
O ex-voto é muito mais do que um bem cultural material ou imaterial de significado de pagamento de promessa, também é necessário se considerar os seus valores antropológico, etnográfico, estético e, como veículo de comunicação popular – processos folkcomunicacionais – são importantes portadores de informações e de opiniões das populações rurais e urbanas brasileiras e, sem dúvida, uma das mais expressivas formas de comunicação popular brasileira que resiste ao tempo e espaço no contexto da sociedade midiatizada.
A Romaria de Nossa Senhora da Penha aqui em João Pessoa, mesmo com a globalização cultural, é um importante exemplo de que a devoção popular e a tradição da festa religiosa e profana não se acabam com as novas significações culturais midiatizadas pelas novas tecnologias da comunicação. A revitalização das festas tradicionais é mais uma demonstração que a cultura popular não só é de resistência ao tempo, mas também de interpelação e de incorporação, em diferentes estâncias de espaços, de valores das culturas contemporâneas. Melhor dizendo ao invés da tão propagada visão apocalítica de alguns que pregam o fim das manifestações tradicionais populares, provocadas pela globalização, assistindo na atualidade o ressurgimento dessas manifestações tradicionais e mais uma vez digo o exemplo é a Romaria da Penha que em 2013 completa 250 anos e com certeza mais viva e forte porque esse é o desejo do povo devoto de Nossa Senhora da Penha.




quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Hoje aos 65 anos



Hoje completo 65 anos de vida e bem vivida nos diferentes campos de experiências de quem nasceu em Patos, no sertão seco, mas festivo e solidário,  de quem passou toda a infância e adolescência entre Patos e a Paria do Poço, aqui em Cabedelo. Foram experiências, tempo e espaço do sertão e tempo e espaço do litoral, que me ajudaram, e muito, a consolidação da minha vida de adulto. Agora estou em pleno direito de gozo das garantias do Estatuto do Idoso, ainda pouco respeitado, mas hoje conquisto esse direito pleno.
São 65 anos, bem vividos e que agradeço a Deus, aos meus pais Carlos e Leonor e titia Amélia (in memória), aos meus irmãos e irmãs, também a Mário e Alberto (in memória), aos meus amigos, agradecer a Rosinha companheira de 34 anos, aos meus dois filhos Antonio Carlos e Osvaldinho.
Aos 65 anos não poderia deixar, mais uma vez de agradecer a Deus por ter me dado a felicidade de ter um neto. Obrigado Cindy, obrigado Antonio Carlos pelo nosso querido Rafael. São 65 anos vividos intensamente e hoje resolvi também fazer uma surpresa tirando, temporariamente da minha vida, a outra minha companheira de 40 anos, a minha barba, curtida com muito carinho.
Até logo minha barba, estou aguardando você de volta nesses próximos dias.